“Aprendi a plantar água:” Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) - a dimensão político-pedagógica das lutas
Autor(es):
Mota, Manoel Moesio Braga
Palavras Chaves:
Território; Convivência com o Semiárido; Movimentos Sociais; Educação popular; tecnologias sociais; Semiárido; construção de saberes.
Ano de Publicação:
2025
Resumo:
A presente Dissertação objetiva analisar as lutas da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e sua dimensão político-pedagógica. Busca-se responder a seguinte pergunta: O povo do Sítio Bueno supera as adversidades com criatividade e acumula conhecimentos quando compreende o ritmo da natureza? A partir da metodologia proposta, recorremos a uma análise documental e entrevistas de sujeitos envolvidos na ASA e usuários das tecnologias sociais para compreender os aprendizados das lutas presentes nas ações da rede. Neste território, a luta coletiva representada nos movimentos sociais encontrou ligações nos aprendizados e nas experiências acumuladas durante as secas. No final da década de 1990, formou-se uma grande articulação em torno da problemática da água. Essa rede juntou setores da Igreja progressista, Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, associações, ambientalistas, cooperativas, Movimentos de Mulheres, de Jovens, coletivos diversos e constituíram a ASA. A entidade encampou a mudança do paradigma de “combate às secas” para “Convivência com o Semiárido”. O novo modelo orienta todas as ações da rede e tem como base o acesso à água, a terra e à valorização da cultura local presente nos saberes diversificado. O resultado dessa luta é a implantação um conjunto de tecnologias sociais, de baixo custo que armazena água, alimentos para pessoas e animais, gerando autonomia e dignidade para os moradores do Semiárido. O processo de mobilização, capacitação e os Encontros Nacionais da ASA (ECONASA) discutem as causas da falta d’água e dos problemas vividos pelos sertanejos. Tratam da democratização da terra, da água, da comunicação, da educação popular, do manejo adequado dos recursos hídricos, da desigualdade política e de gênero. Propõem um conjunto de políticas públicas para o enfrentamento dessas pautas e melhorar a vida de quem vive neste território. Nas vivências e intercâmbios, encontram-se a dimensão político-pedagógica na troca de experiências, na construção de saberes, no fortalecimento institucional, na formação de uma nova consciência socioambiental, na preservação das sementes nativas e da biodiversidade da caatinga. Elementos presentes no Sítio Bueno, Irauçuba, território da pesquisa.
Palavras-chave: Território, Convivência com o Semiárido, Movimentos Sociais, Educação popular, tecnologias sociais, Semiárido, construção de saberes
Abstract:
Esta Disertación tiene como objetivo analizar las luchas de la Articulación del Semiárido brasileño (ASA) y su dimensión político-pedagógica. El objetivo es responder a la siguiente pregunta: ¿Los habitantes de Sítio Bueno superan la adversidad con creatividad y acumulan conocimientos cuando entienden el ritmo de la naturaleza? A partir de la metodología propuesta, utilizamos un análisis documental y entrevistas con personas involucradas en ASA y usuarios de tecnologías sociales para comprender las lecciones aprendidas de las luchas presentes en las acciones de la red. En este territorio, la lucha colectiva representada en los movimientos sociales encontró conexiones en los aprendizajes y experiencias acumuladas durante las sequías. A finales de la década de 1990 se formó una gran articulación en torno a la cuestión del agua. Esta red reunió a sectores de la Iglesia progresista, Sindicatos de Trabajadores Rurales, asociaciones, ambientalistas, cooperativas, Movimientos de Mujeres y Jóvenes, diversos colectivos y formó la ASA. La entidad abrazó el cambio de paradigma de “lucha contra las sequías” a “Convivencia con el Semiárido”. El nuevo modelo orienta todas las acciones de la red y se basa en el acceso al agua, a la tierra y en la valorización de la cultura local presente en los conocimientos diversos. El resultado de esta lucha es la implementación de un conjunto de tecnologías sociales de bajo costo que almacenan agua, alimentos para personas y animales, generando autonomía y dignidad a los habitantes de la región Semiárida. El proceso de movilización, capacitación y los Encuentros Nacionales de ASA (ECONASA) discuten las causas de la falta de agua y los problemas que vive la población del campo. Tratan sobre la democratización de la tierra, el agua, la comunicación, la educación popular, la gestión adecuada de los recursos hídricos, la desigualdad política y de género. Proponen un conjunto de políticas públicas para abordar estos temas y mejorar la vida de quienes habitan este territorio. En experiencias e intercambios, hay una dimensión político-pedagógica en el intercambio de experiencias, en la construcción de conocimientos, en el fortalecimiento institucional, en la formación de una nueva conciencia socioambiental, en la preservación de las semillas nativas y la biodiversidad del caatinga. Elementos presentes en Sítio Bueno, Irauçuba, territorio de investigación.
Palabras clave: Territorio, Convivencia con el Semiárido, Movimientos Sociales, Educación Popular, tecnologías sociales, Semiárido, construcción de conocimiento.
Tipo do Trabalho:
Dissertação
Referência:
Mota, Manoel Moesio Braga. “Aprendi a plantar água:” Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) - a dimensão político-pedagógica das lutas . 2024. 226 f. Dissertação (Mestrado Acadêmico ou Profissional em 2024) - Universidade Estadual do Ceará, Limoeiro do Norte, 2024. Disponível em: Acesso em: 10 de julho de 2026
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